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PA Campo Grande, um dos vistoriados pelo SINDIMED: faltam médicos e enfermeiros

PA Campo Grande, um dos vistoriados pelo SINDIMED
Foto: Cesar Rodrigues/AAN

Dos 19 municípios da Região Metropolitana de Campinas (RMC), 12 já se inscreveram no programa Mais Médicos, na tentativa de receber profissionais brasileiros e estrangeiros pagos pelo governo federal para trabalhar na rede básica. Desse total, Campinas, Americana, Artur Nogueira, Engenheiro Coelho, Holambra e Santo Antônio de Posse demonstraram interesse em participar, mas elas não foram consideradas como prioritárias pelo Ministério da Saúde. Por outro lado, Cosmópolis, Hortolândia, Jaguariúna, Nova Odessa, Santa Bárbara d’Oeste e Sumaré também se inscreveram e deverão ser tratados com prioridade pela União por serem avaliadas como áreas de vulnerabilidade. A aprovação desses municípios no projeto ainda será avaliada pelo governo.
Outras cidades da RMC que estão na lista das que foram consideradas vulneráveis pela União, mas até esta quarta (24) não haviam demonstrado interesse em receber médicos de fora, são Indaiatuba, Paulínia, Pedreira, Valinhos e Vinhedo.
O prazo para inscrição na primeira fase do programa vence nesta quinta (25). De acordo com informações do ministério, um dia antes da data final, 2.552 cidades haviam se inscrito no programa. Desse total, 215 estão no Estado de São Paulo, incluindo a Capital, que também quer receber profissionais.
Questionada, a Secretaria de Saúde de Campinas não informou o número de médicos que foram solicitados à União. O chefe da pasta, Carmino Antonio de Souza, afirmou que esse dado só será disponibilizado na sexta, um dia após o encerramento das inscrições. No entanto, no momento em que é formalizada a participação no programa as prefeituras são obrigadas a indicar o número de profissionais necessários, informando inclusive em qual unidade básica de saúde (UBS) deverão trabalhar.
A decisão de inserir Campinas no Mais Médicos foi exclusiva do prefeito Jonas Donizette (PSB), conforme publicado pelo Correio no último sábado. Até então, Carmino havia negado qualquer possibilidade de receber médicos de fora e fez uma série de críticas ao projeto. Jonas também chegou discordar do programa e disse que ele deveria ter sido melhor debatido com a sociedade. No entanto, afirmou que esse é um “momento de unir esforços”.
Cronograma
As cidades que forem aprovadas receberão médicos para atuar na saúde básica por três anos e serão pagos pelo governo federal. Caso não haja interesse de profissionais brasileiros, as inscrições serão abertas aos estrangeiros.
Campinas tem dificuldade em manter esses profissionais no serviço público. Eles reclamam da falta de estrutura e salário abaixo do mercado. No fim do mês passado, Jonas anunciou uma série de melhorias para atrair os profissionais para a Saúde: aumentou o subsídio e benefícios. Também aprovou a convocação de 243 médicos para trabalhar na rede. Até agora, nem todos assumiram suas funções.
O Ministério da Saúde divulgará amanhã o total de vagas existentes em cada cidade inscrita. Até o dia 28, os brasileiros que aderiram ao programa poderão escolher os municípios onde querem atuar pelo site do ministério.
No dia 1ºde agosto será divulgada a relação de profissionais com registro profissional no Brasil que terão de homologar a participação e assinar um termo de compromisso até o próximo dia 3. As vagas remanescentes serão divulgadas em 6 de agosto. O processo de escolha nessa segunda etapa vai até 8 do mesmo mês e os resultados serão publicados no dia 13. Bolsa
Os profissionais que atuarão no programa receberão bolsa paga pelo governo federal de R$ 10 mil mais ajuda de custo. Os médicos farão especialização em atenção básica durante os três anos do programa.
Os municípios ficarão responsáveis por garantir moradia e alimentação aos médicos.

 Fonte: Bruna Mozer – RAC

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