Home » Destaque, Notícias » Dia Internacional da Mulher: Violência ainda é desafio a ser superado

A Conferência das Nações Unidas sobre Direitos Humanos, realizada em Viena na Itália, em 1993, reconheceu a violência contra as mulheres como uma violação aos direitos humanos. A partir de então, os governos dos países membros da Organização das Nações Unidas – ONU e de organizações da sociedade civil buscam eliminar desse tipo de violência. Ato como este já é considerado como um grave problema da saúde pública.

De acordo com a Organização Mundial da Mulher, o Brasil é o 84º país num ranking com maiores índices contra as Mulheres.

Entrando no sétimo ano de vigência da Lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, o governo federal e o sistema de justiça do país unem esforços para aprofundar o enfrentamento da violência contra a mulher.

A violência contra mulheres no Brasil causou aos cofres públicos, em 2011, um gasto de R$ 5,3 milhões somente com internações. O dado foi calculado pelo Ministério da Saúde a pedido da Agência Brasil. Foram 5.496 mulheres internadas no Sistema Único de Saúde (SUS), no ano passado, em decorrência de agressões.

Além das vítimas internadas, 37,8 mil mulheres, entre 20 e 59 anos, precisaram de atendimento no SUS por terem sido vítimas de algum tipo de violência. O número é quase 2,5 vezes maior do que o de homens na mesma faixa etária que foram atendidos por esse motivo, conforme dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

A diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, organização não governamental que atua em projetos de defesa dos direitos da mulher, Jacira Vieira de Melo, destacou que os números confirmam que, apesar de a Lei Maria da Penha, criada há seis anos, ser uma referência nacional e conhecida pela maioria da população, a violência contra a mulher ainda é um grave problema social. Ela defende que para enfrentar a questão é preciso fortalecimento das políticas públicas e incremento orçamentário.

Fonte: Agencia Brasil

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