Home » Artigos, Destaque, Notícias » SIndicato lança Nota de Desagravo por negligência no sistema de comunicação do SAMU

NOTA DE DESAGRAVO

samu-campinas-4Considerando o grave episódio em que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Campinas permaneceu por 14  horas sem sistema de comunicação por rádio entre os dias 25 e 26/fevereiro, como resultado da negligência e da irresponsabilidade da Prefeitura Municipal de Campinas, que não providenciou a renovação do contrato em tempo hábil;

Considerando que o SAMU é serviço de caráter emergencial, ininterrupto e que depende intensamente da comunicação em tempo real entre ambulâncias, central e bases, tanto que opera com sistema específico de rádio;

Considerando que é direito e também dever de todo médico exigir condições adequadas de trabalho, assim como comunicar às autoridades competentes eventuais situações que possam colocar em risco o atendimento à população;

Considerando que somente após a grande repercussão do fato, inclusive na imprensa, é que a Prefeitura providenciou uma solução emergencial e provisória, ainda na manhã de 26/fevereiro;

Considerando as descabidas declarações do coordenador do SAMU à reportagem da Rede Anhanguera de Comunicação (RAC), no sentido de que a atitude do médico que registrou o Boletim de Ocorrência teria sido “arbitrária”, “geradora de pânico desnecessário”, e que “sua conduta seria avaliada pela Secretaria de Saúde”, configurando um tom de intimidação e de ameaça;

O Sindicato dos Médicos de Campinas e Região (Sindimed) vem a público:

1) Manifestar seu irrestrito apoio à atitude corajosa e eticamente irrepreensível do colega médico que registrou o Boletim de Ocorrência de Preservação de Direitos sobre a interrupção do sistema de rádio, desencadeando a repercussão e portanto a solução (ainda que provisória) do problema;
2) Repudiar as declarações do coordenador do SAMU acima citadas, exigindo imediata retratação pública ao colega em questão, que não deve ser alvo de qualquer procedimento intimidatório;
3) Recomendar aos colegas médicos e aos demais trabalhadores da Saúde que, sempre que forem submetidos a condições de trabalho indignas ou que possam comprometer a qualidade do atendimento e colocar em risco a vida dos pacientes, procurem imediatamente este Sindicato ou sua entidade de classe correspondente, para que sejam tomadas as medidas que forem necessárias perante o poder público e a sociedade.

Campinas, 28 de fevereiro de 2014.

Sindicato dos Médicos de Campinas e Região

 

A reportagem da RAC

Samu fica sem sistema de rádio por 14 horas
O sistema de comunicação interna do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Campinas, que ficou inoperante por cerca de 14 horas esta semana — entre as 18h de terça-feira e as 8h de ontem — voltou a funcionar após a prorrogação do contrato com a empresa prestadora.

O cancelamento do serviço pegou a equipe do Samu de surpresa. Um médico chegou a registrar um boletim de ocorrência na noite de terça-feira, mas para o coordenador do Serviço, José Roberto Hansen, a atitude foi arbitrária e gerou um “pânico desnecessário” na população.

Os rádios das viaturas do Samu, que servem para fazer contato com as bases, saíram do ar por volta das 18h de terça-feira. Sem o sistema, a comunicação passou a ser feita por meio de telefones celulares.

“A gente não sabia o que estava acontecendo. Hoje (ontem) de manhã fomos verificar o problema e soubemos do fim do contrato. A gente prorrogou por mais seis meses em caráter emergencial. A licitação de um outro sistema corre paralelamente”, afirmou Hansen.

A Prefeitura de Campinas abriu um novo processo licitatório para contratação de uma outra empresa. Segundo o secretário de Saúde, Carmino de Souza, a Administração busca uma ferramente com mais tecnologia.

“Não estão muito contentes com o sistema que têm hoje, que é o mesmo sistema da GM , o mesmo fornecedor”, disse. Pelo fato de a Guarda Municipal possuir o mesmo sistema, chegou-se a cogitar o empréstimo de equipamentos para o Samu, caso os rádios continuassem inoperantes.

 

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